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Fuga em penitenciária superlotada mobiliza equipes da polícia em Mongaguá, SP

Quatro detentos foram flagrados pulando o alambrado e escalando o muro.

Fuga ocorreu no Centro de Progressão Penitenciária de Mongaguá, SP (Foto: Reprodução/TV Tribuna)Fuga ocorreu no Centro de Progressão Penitenciária de Mongaguá, SP (Foto: Reprodução/TV Tribuna)

Fuga ocorreu no Centro de Progressão Penitenciária de Mongaguá, SP (Foto: Reprodução/TV Tribuna)

Ao menos quatro presos fugiram do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Mongaguá, no litoral de São Paulo, nesta quarta-feira (28). A unidade tem capacidade para receber até 1.640 detentos, mas atualmente tem população de 2.649 homens, segundo dados da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

A fuga acontece dois dias depois da Justiça determinar que o Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente, também no litoral paulista, não receba mais presos. O motivo é a superlotação da unidade, que é capaz de receber até 842 detentos, mas tem população de 2.121. O estado prometeu recorrer da decisão, assim que fosse oficialmente notificado.

A SAP informou, por meio de nota, que a fuga desta quarta-feira foi notada por volta das 14h por um agente de segurança em uma das torres de vigilância. Os quatro reenducandos foram flagrados escalando o alambrado e, em seguida, pulando o muro que contorna a unidade. As equipes da própria unidade foram acionadas.

Ao notarem a movimentação dos agentes, dois dos presos retornaram ao centro de progressão voluntariamente, pulando novamente o muro e escalando o alambrado. Os outros dois correram em direção ao matagal localizado no entorno e, apesar da mobilização das equipes da Polícia Militar, não foram localizados até o momento.

O CPP localiza-se no bairro Balneário Arara Vermelha, em meio à vegetação e em uma região afastada da região central da cidade. A Polícia Militar informou que, assim que notificada da ocorrência, enviou equipes ao local. O helicóptero Águia, sediado em Praia Grande, também auxiliou nos trabalhos.

“Observamos que foi realizado o trancamento dos reeducandos em seus respectivos pavilhões habitacionais, a fim de identificar os sentenciados que retornaram ao interior da unidade, assim como os evadidos”, afirmou a pasta. Por ser regime semiaberto, a unidade não é cercada por muralhas e não tem vigilantes armados.

Os detentos do Presídio Rubens Aleixo Sendin têm cinco saídas temporárias por ano e podem sair diariamente para trabalhar e estudar, desde que tenham autorização prévia da Justiça. “A permanência do preso, nesse regime, se caracteriza pelo senso de autodisciplina e auto responsabilidade”, informou a secretaria.

Outras fugas

Entre 8 e 10 de outubro de 2016, dez presos fugiram da mesma unidade. Inicialmente, oito homens passaram pelos alambrados e pularam o muro. Apenas um deles foi encontrado em seguida. Os demais danificaram uma das janelas do pavilhão e passaram pela estrutura de contenção localizada no entorno.

Em 29 de outubro do mesmo ano, sete presos fugiram durante a madrugada. Outro homem tentou fugir na madrugada seguinte, mas foi recapturado pela polícia. Na ocasião, os detentos abriram o alambrado e pularam o muro da região central, que estava quebrado, e correram em direção à mata.

Em 25 de setembro de 2015, dois detentos conseguiram escapar da mesma unidade após utilizarem uma corda artesanal (teresa) com um gancho. O dispositivo foi lançado pelo alambrado. A ação foi notada por um vigilante, mas não houve tempo de contê-los. A dupla despistou a polícia em um matagal.

Na madrugada de 9 de janeiro de 2013, dois presos fugiram após escalarem os alambrados localizados no entorno da unidade. Os guardas viram as sombras dos detentos e correram atrás deles no entorno, mas não conseguiram alcançá-los. Grupos de busca procuraram pela dupla, mas não houve êxito.

Fonte: G1

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