terça-feira ,17 julho 2018
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Mães usam crianças para tentar entrar com ilícitos em presídios da capital e do interior paulista

Secretaria divulga essas e outras apreensões em presídios no último fim de semana

O final de semana de 26 e 27/08 foi marcada por várias apreensões nas unidades prisionais do estado. Duas ocorrências chamaram a atenção pelo uso de crianças para entrar com chip e bateria de celular. Ambas aconteceram no sábado, 26.

Em um dos casos, no Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos, J. J. A., companheira de um dos presos da unidade, estava com o filho de dois anos no colo quando passava pelo portal detector de metal. O portal foi acionado acusando a presença de material metálico. Questionada sobre o acionamento a mãe ficou nervosa, sendo constatado que a visitante pressionava a mão da criança , escondendo um chip na mão do menino. O fato aconteceu no sábado, 26.

Também no sábado, 26, na Penitenciária de Junqueirópolis, outra criança, uma menina de dois anos, também passou pelo portal detector de metais junto com a mãe, companheira de sentenciado da unidade, acionando o aparelho positivamente. Ambas foram conduzidas até o Pronto Atendimento Municipal para realização de exame de Raio-x, sendo este procedimento também autorizado pela mãe da menor. Após o exame ficou confirmado a presença de três objetos metálicos no intestino da criança. Enquanto aguardavam o parecer médico a menor solicitou para ir ao banheiro, e após a criança evacuar a própria mãe retirou os referidos objetos e os entregou para o médico sendo então constatado que tratava-se de três baterias/pilhas de formato cilíndrico.

Nesse e em todos os casos relatados abaixo, os visitantes foram levados para Delegacia de Polícia para elaboração de Boletim de Ocorrência. Todos foram automaticamente suspensos do rol de visitas, sem prejuízo de eventual processo criminal. Os presos que receberiam os ilícitos foram isolados e responderão a procedimento apuratório disciplinar.

CDP II de Guarulhos

Além da apreensão da mãe que usou o filho para esconder um chip de celular, no mesmo sábado, E. O. P. outra companheira de preso do CDP II de Guarulhos também foi surpreendida com um pacote escondido dentro de uma blusa amarela de criança que estava em uma sacola. Aberto o pacote, agentes da unidade descobriram que se tratava de maconha.

CDP II de Pinheiros

C.A.P., companheira de detento do CDP II “ASP Willians Nogueira Benjamin” de Pinheiros, foi flagrada tentando entrar no CDP portando maconha e quatro comprimidos de “ecstasy” ocultos em uma meia no interior de uma blusa de moleton que ela portava no sábado, 26.

CDP de Itapecerica da Serra

Visitante L. A. P., companheira de detento do CDP “ASP Nilton Celestino” de Itapecerica da Serra foi surpreendida tentando entrar, portando um aparelho de telefonia celular introduzido em sua genitalia.

 

Penitenciária Feminina de Sant’Ana

A visitante A. C., mãe de sentenciada da Penitenciária Feminina de Sant’Ana foi surpreendida no domingo, 27, tentando entrar na unidade portando um invólucro contendo cocaína e maconha, introduzido em sua genitália.

 

Penitenciária I de Franco da Rocha

A visitante A. M. M. R., companheira de sentenciado da Penitenciária I “Mário Moura Albuquerque” de Franco da Rocha, foi surpreendida tentando entrar na unidade com um aparelho telefônico celular introduzido na genitália também no domingo, 27.

CDP de São Bernardo do Campo

A visitante B. S. S., irmã de detento do CDP “Dr. Calixto Antonio” de São Bernardo do Campo, foi surpreendida tentando entrar portando 126 gramas de maconha e 14 comprimidos no domingo, 27. A visitante estava sob suspeita por parte do setor de inteligência da unidade. Questionada, negou estar portando algo ilícito, porém acabou retirando em local reservado um invólucro contendo os entorpecentes.

Penitenciária de Capela do Alto

Na manhã de sábado (26), por voltas das 8h, S.C.G, companheira de reeducando da Penitenciária de Capela do Alto, demonstrou nervosismo durante o procedimento de revista, o que levou as agentes a terem suspeitas da visitante, que imediatamente confessou possuir um invólucro com droga em seu órgão genital. A unidade chamou a Polícia Militar e ela foi presa em flagrante portando 78 gramas de maconha em sua genitália.

 

CDP de Suzano

No sábado, 26, a irmã de um detendo do CDP de Suzano acionou o sinal sonoro do portal eletrônico por diversas vezes durante procedimento de revista. Ela acabou retirando em local reservado um miniaparelho celular, envolto em fita isolante, grafite e borracha, de dento da genitália.

 

P2 de São Vicente

No domingo, 27, enquanto passava por procedimento padrão de revista, uma mulher de 33 anos acionou por diversas vezes o sinal sonoro do portal eletrônico na Penitenciária II de São Vicente. Ela estava cadastrada como companheira de um dos presos da unidade prisional.

Em sala reservada, a visitante admitiu estar com um invólucro dentro do corpo e retirou da genitália um objeto cilíndrico de 9 centímetros por 5 centímetros, envolvido em látex. No pacote, havia 2 micro celulares.

 

CDP de Taubaté

Domingo,27, durante o procedimento padrão de revista, uma mulher de 30 anos que estava cadastrada como companheira de um detento do CDP “Dr. Félix Nobre de Campos” de Taubaté apresentou comportamento estranho. Em seguida, ela acabou por admitir estar com entorpecente no interior do corpo. Numa sala reservada, a mulher retirou o invólucro dentro da genitália. No pacote, havia cerca de 80 gramas de maconha.

 

Centro de Progressão Penitenciária de Valparaíso

Durante o procedimento padrão de revista, ao passar pelo detector de metais, a visitante L.C.S. foi surpreendida com o apito do equipamento, mesmo após repetir a ação. Questionada, retirou um invólucro voluntariamente do órgão genital. Ao ser aberto, o embrulho continha em seu interior um aparelho de telefonia móvel e um teclado sobressalente. As providências administrativas foram tomadas e o sentenciado envolvido encaminhado para cela disciplinar onde aguarda decisão da Vara de Execuções Criminais (VEC) de Araçatuba para possível regressão ao regime fechado.

Penitenciária de Lucélia

Agentes de Segurança Penitenciária perceberam, durante o procedimento de revista, que a visita M.T.O. trazia algo oculto no órgão genital. Após ser questionada, a mulher retirou do corpo um invólucro com vários saquinhos plásticos contendo tinta com cores variadas, duas esferas de vidro e 22 comprimidos, aparentando ser estimulante sexual. Ela e o material foram encaminhados por policiais militares à Delegacia de Polícia. Os policias ainda fizeram uma diligência na pousada onde a visita estava hospedada, na cidade de Pracinha, onde encontraram maconha, cocaína e dinheiro, dando voz de prisão à mulher.

 

Penitenciária “João Batista de Santana” de Riolândia

Duas mulheres que visitariam os companheiros na unidade prisional foram impedidas de entrar no presídio e encaminhadas à Delegacia de Polícia. No sábado, uma delas tinha introduzido no órgão genital uma porção de cocaína. No domingo, outra visita trazia, nos mesmos moldes, uma porção de maconha, quatro chips, dois dois fones de ouvido e 1 m de fio. Os materiais foram descobertos durante os procedimentos de revista.

 

Penitenciária “Luis Aparecido Fernandes” II de Lavínia

Ao sentar no detector de metais conhecido como “banquinho”, a companheira do sentenciado M.E.R não teve como impedir o acionamento sonoro do aparelho, por mais de uma vez, confessando que trazia algo inserido no corpo. A mulher então retirou do órgão sexual um invólucro com um aparelho de telefonia móvel, sem chip.

 

Penitenciária I “Vereador Frederico Geometti” de Lavínia

Após ter sido surpreendida pelo apito do detector de metais, a companheira do sentenciado C.P.S.B não teve como esconder que portava algo ilícito em sua genitália. Em ambiente apropriado, retirou do corpo e entregou aos agentes 01 (um) aparelho celular. A mulher foi encaminhada à Delegacia de Polícia onde foi lavrado Boletim de Ocorrência e o sentenciado levado para o Pavilhão Disciplinar para apuração dos fatos.

 

Penitenciária III “Asp Paulo Guimarães” de Lavínia

Neste domingo, ao passar pelo detector de metal do tipo “portal”, a companheira de um sentenciado acabou acionando o aparelho, o que indicava que trazia consigo algo metálico. No entanto, a mulher negou veementemente, mas concordou, em seguida, a se submeter a um Raio-X no Hospital Estadual de Mirandópolis. O exame acusou a presença de um invólucro oculto na genitália da visita onde estava acondicionado 20m de fio paralelo de 1,5 mm. Segundo ela, o material serviria para carregar aparelho celular no pavilhão. No dia anterior, outra visita já havia sido flagrada pelo detector de metais quando tentava entrar no local com um aparelho celular oculto no órgão genital, cujo feito lhe renderia mil reais.

   

Penitenciária II “Maurício Henrique Guimarães Pereira” de Presidente Venceslau

Ao revistar uma sacola de alimentos, trazida pela irmã de um sentenciado, os agentes de segurança penitenciária encontraram no meio de um bolo três retrós de linha de costura e dois invólucros contendo massa epóxi. A mulher foi suspensa do rol de visitas e o sentenciado levado ao Pavilhão Disciplinar para as providências cabíveis.

 

Penitenciária de Flórida Paulista

Duas mulheres tentaram entrar na unidade com um aparelho celular cada (sem chip e sem bateria) e porções de substâncias esverdeadas análogas à maconha, inseridos no órgão genital, sendo os materiais encontrados no momento em que as visitantes passavam pelo detector de metais do tipo “portal” e do tipo “banquinho”, no domingo, 27.

 

Penitenciária “Tacyan Menezes de Lucena” de Martinópolis

Durante a revista para adentrar na unidade, agentes de segurança penitenciária localizaram duas baterias de aparelhos micro celulares nas vestes da esposa de um sentenciado e, em meio a alimentos trazidos por outra visita, acharam dois fones de ouvido desmontados, no domingo, 27.

  

Penitenciária de Valparaíso

Ao revistar manualmente a sacola de alimentos e pertences trazida pela visitante A.C.B.S, companheira de um sentenciado da unidade, funcionários da penitenciária encontraram dois fones de ouvido. Na mesma ocasião, outra visita foi surpreendida ao passar pelo detector de metais, que acabou revelando que na genitália da mulher havia duas placas de telefone celular e um chip.

 

Penitenciária de Pracinha

Quando tentava adentrar à unidade, a visitante P.M.S.L negou portar qualquer material ilícito, mesmo após o acionamento do detector de metais. Sendo assim, foi encaminhada à Santa Casa de Adamantina com escolta militar e submetida a exame de Raio-X, o qual constatou a existência de um corpo estranho em seu aparelho genital, sobre o qual alegava se tratar de DIU. Diante dos fatos, a médica informou que realizaria um exame ginecológico, pedindo que a mulher retirasse a roupa em local privado. Enquanto se despia, a visita tentou esconder nas roupas algo que estava em suas mãos sendo, de imediato, abordada por uma agente de segurança penitenciária que a acompanhava, a qual constatou que se tratava de um invólucro retirado da genitália.

A visita foi então novamente submetida a exame de Raio-X, onde já não mais se verificava o objeto registrado anteriormente, o que provou os fatos. No interior do material havia: dois micro aparelhos celulares, duas porções de massa epóxi, dois comprimidos de cor amarela, dois pedaços de fio de estanho e dois pedaços de fio de eletrônica.

  

Fonte:Assessoria de Imprensa – SAP   Fotos: Divulgação/SAPcdp_2_guarulhos_sabado_2

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