terça-feira ,17 julho 2018
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Sob ameaças, visitas íntimas são suspensas em presídios federais

O Depen (Departamento Penitenciário Nacional) vai manter por mais 30 dias a suspensão das visitas íntimas nos quatro presídios federais do Brasil, incluindo o de Campo Grande. A decisão oficial do órgão não foi publicada, mas foi informada a parentes e advogados de presidiários.

“Prezados e prezadas, as visitas sociais íntimas foram suspensas por mais 30 dias, sendo permitido tão somente as realizadas em parlatório, a começar de quarta-feira (28) desta semana. Informamos que nesse período excpecional, as visitas acontecerão de segunda a quinta, em dois horários: de 12h a 15h e de 15h a 18h”, disse o órgão em uma mensagem enviada no Whatsapp.

A medida é mantida pois, segundo o Depen, as visitas íntimas são utilizadas pelas facções criminosas para passar ordens aos comparsas que estão em liberdade. Recentemente, o órgão descobriu um esquema operado por presidiários para assassinar servidores do sistema penitenciário federal.

“O direito de visista com contato físico e encontro íntimo, vivenciado no Sistema Penitenciário Federal, tem sido utilizado como meio eficaz de difusão de mensagens entre presos e familiares, servindo como ferramenta de coordenação e execução de ordens para beneficiar organizações criminosas”, diz o Depen, em um memorando.

Três servidores do sistema penitenciário federal foram assassinados desde setembro de 2016. A última morte ocorreu em Cascavel, no Paraná, no dia 25 de maio, quando a psicóloga do presídio de segurança máxima de Catanduvas, Melissa Almeida, foi assassinada com dois tiros de fuzil na cabeça em uma emboscada.

O Depen acredita que a morte tenha sido encomendada pelo PCC (Primeiro Comando Central). A facção criminosa estaria planejando a morte de oito servidores de penitenciárias federais, segundo o Departamento, incluindo dois em Campo Grande, até esta sexta-feira (30).

Para barrar as conversas entre integrantes de facções de dentro e de fora dos presídios, o Departamento irá liberar apenas as visitas de parlatório, quando não há contato físico entre os presos e os visitantes. O Ministério da Justiça ainda não se pronunciou sobre a manutenção da suspensão das visitas íntimas.

Fonte: Midia max

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