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Com casos de Covid-19 em três presídios do interior, número de infectados no sistema prisional do AM sobe para 31

Itacoatira registrou primeiro caso nesta quinta-feira (7). Parintins lidera com 26 contaminados.

Unidade Prisional de Itacoatiara — Foto: Seap/DivulgaçãoUnidade Prisional de Itacoatiara — Foto: Seap/Divulgação

Unidade Prisional de Itacoatiara — Foto: Seap/Divulgação

Mais um presídio do Amazonas confirmou caso de coronavírus em detentos. Desta vez, o registro de novo caso foi na unidade prisional de Itacoatiara (UPI), que fica no interior do estado. Com isto, o estado tem casos confirmados em três cidades e o número de detentos contaminados no sistema prisional chega a 31.

Além desse interno de Itacoatiara, três servidores da UPI também foram diagnosticados com Covid-19 e já estão afastados do trabalho, em tratamento.

De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), o primeiro caso de Itacoatiara foi detectado nesta quinta-feira (8). O detento teria dado entrada na unidade no dia 16 de abril e começou a apresentar sintomas de virose nove dias depois. “Recebeu atendimento clínico e iniciou o tratamento na própria unidade. Evoluindo os sintomas para dor no peito e falta de paladar, foi escoltado até o hospital, onde foi confirmado a Covid-19”.

Parintins

A Unidade Prisional de Parintins é o grande foco de infecção de detentos dentro do sistema carcerário do Amazonas. De acordo com o governo, 26 detentos já testaram positivo para Covid-19, destes, 17 seguem no presídio e nove cumprem prisão domiciliar.

Até a quarta-feira (06), onze casos tinham sido confirmados. Destes, seis tinham conseguido na Justiça o benefício de cumprir a pena em prisão domiciliar e cinco permaneciam no presídio.

Tumulto é registrado em unidade prisional de Parintins após presos passarem mal

Tumulto é registrado em unidade prisional de Parintins após presos passarem mal

A unidade registrou um princípio de motim na noite de quarta-feira (6) após a confirmação de novos infectados pela Covid-19. A confusão começou quando detentos tiveram a situação de saúde agravada com sintomas do novo coronavírus. Um deles chegou a desmaiar e foi levado para o hospital. A Polícia Militar precisou entrar no presídio para conter o tumulto, mas não houve confronto.

Tefé

Em Tefé, nesta terça-feira (5), o governo confirmou o primeiro caso de preso contaminado na unidade local, que fica a mais de 520 km de Manaus. Em dois dias, foram confirmados mais três casos da doença – totalizando quatro infectados.

Em nota, a Seap afirma que “em todas as unidades em que há confirmação de Covid-19, os internos infectados são isolados, começam a receber tratamentos adequados e medicação receitada por um profissional da saúde ainda dentro do ambiente prisional”.

A pasta ainda esclarece que nenhum dos infectados apresenta sintomas graves da doença.”Os demais detentos não têm contato com os infectados. Mesmo assim é realizado o teste, ou reteste, com todos para averiguação de possíveis novos casos”.

Condições de presídios no Amazonas

Relatos de celas superlotadas, racionamento de água e falta de materiais de higiene são as principais queixas nos presídios do Amazonas. Em entrevista ao G1, o coordenador do Núcleo de Atendimento Prisional (NAP) da Defensoria Pública do Estado, defensor público Theo Eduardo Costa, afirma que o ambiente das unidades prisionais favorece à rápida disseminação da Covid-19, em razão da estrutura fechada e abafada.

A Seap informou que presos que dão entrada no sistema prisional são colocados em quarentena, por 14 dias, antes de colocados em contato com os demais presos. Além disso, as visitas aos presídios estão suspensas desde a segunda quinzena de março, por conta da pandemia do coronavírus. O contato entre detentos e familiares passou a ser por meio de televisitas.

Apesar das medidas adotadas pela Seap, a Defensoria Pública do Amazonas (DPE/AM) avalia que as condições dos presídios continuam representando riscos de contaminação. A Defensoria ingressou com um Habeas Corpus coletivo, no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a progressão de regime de 273 presos do grupo de risco da doença do regime fechado para o semiaberto.

O pedido inclui grávidas, detentos a partir de 60 anos, com asma, diabetes, HIV, hipertensão, tuberculose, entre outros. Consultado sobre o assunto, o titular da Seap, tenente-coronel Marcus Vinícius Almeida disse que o pedido de regime semiaberto para presos do grupo de risco é um erro.

Fonte: G1

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